Um dos fatos mais tristes e trágicos que presenciei nas últimas décadas foi o surgimento da Aids. Sem dúvida, ela veio para aterrorizar e iniciou uma nova fase na história da humanidade.Lembro claramente, em 1989, que a morte de Lauro Corona me surpreeendeu. Um ator jovem e bonito, não teve muito tempo para brilhar. Até então pouco se sabia sobre a doença. O pior de tudo foi acreditar que ela afetava somente o grupo de risco, homossexuais e
usuários de drogas que compartilhavam seringas. Até foi assim durante um breve período. Mas ela se espalhou e se espalhou igual a uma peste. Mulheres contaminadas pelos próprios maridos, heterossexuais, crianças, transfusões de sangue contaminando pacientes. Eu realmente achei tudo isso assustador. Parecia que a Aids nunca seria controlada. O medo era constante, pois cada confirmação de soro positivo era uma sentença de morte.
Hoje, apesar de sabermos exatamente como evitá-la e mesmo existindo medicamentes capazes de prolongar a vida dos doentes, nada apaga a lembrança dos muitos que se foram, nem diminui a tristeza pelos muitos contaminados, muito menos reduz o medo de adquiri-la.
Eu não me convenço com acasos ou fatalidades. Acredito que tudo que acontece, é porque tem que acontecer. E, sinceramente, não condeno quem pratica sexo liberal. Mas de certa forma a Aids veio para colocar um freio na situação. Veio para fazer pensar, para racionalizar um instinto irracional e conduzi-lo a uma forma sadia e responsável de ter prazer.
Espero que um dia tenhamos a boa notícia de que uma vacina foi desenvolvida para controlar definitivamente este monstro. Mas por hora, o que vale é usar a cabeça e se prevenir. E, acima de tudo, respeitar e tratar com dignidade as pessoas que infelizmente se contaminaram.
(Nas fotos: Lauro Corona, Cazuza, Freddie Mercury e Rock Hudson, levados pela Aids).
usuários de drogas que compartilhavam seringas. Até foi assim durante um breve período. Mas ela se espalhou e se espalhou igual a uma peste. Mulheres contaminadas pelos próprios maridos, heterossexuais, crianças, transfusões de sangue contaminando pacientes. Eu realmente achei tudo isso assustador. Parecia que a Aids nunca seria controlada. O medo era constante, pois cada confirmação de soro positivo era uma sentença de morte.
Hoje, apesar de sabermos exatamente como evitá-la e mesmo existindo medicamentes capazes de prolongar a vida dos doentes, nada apaga a lembrança dos muitos que se foram, nem diminui a tristeza pelos muitos contaminados, muito menos reduz o medo de adquiri-la.Eu não me convenço com acasos ou fatalidades. Acredito que tudo que acontece, é porque tem que acontecer. E, sinceramente, não condeno quem pratica sexo liberal. Mas de certa forma a Aids veio para colocar um freio na situação. Veio para fazer pensar, para racionalizar um instinto irracional e conduzi-lo a uma forma sadia e responsável de ter prazer.
Espero que um dia tenhamos a boa notícia de que uma vacina foi desenvolvida para controlar definitivamente este monstro. Mas por hora, o que vale é usar a cabeça e se prevenir. E, acima de tudo, respeitar e tratar com dignidade as pessoas que infelizmente se contaminaram. (Nas fotos: Lauro Corona, Cazuza, Freddie Mercury e Rock Hudson, levados pela Aids).



















