30/12/2007

Feliz 2008 !

Todos nós já vivemos bons e maus momentos. E a cada nova virada de ano, renovamos nossas esperanças e desejamos a todos os amigos saúde, paz e sucesso.
Comemorar um novo ano é um ato simbólico. Por que a vida é uma caixinha de surpresas, e todo e qualquer dia é sempre um novo mistério: o que poderá acontecer? Imprevisível.

Todos nós escrevemos o nosso próprio livro, o best seller das nossas vidas, palavra por palavra. Uma tarefa individual, obrigatória e importante. O autor é insubstituível. Nem sempre o que fica registrado é bom. Nem sempre o capítulo é feliz e agradável. Mas, o melhor de tudo é saber que é possível virar página. Que o hoje, por pior que seja, um dia será ontem. E que amanhã, por melhor que seja, também passará. Que é necessário continuar escrevendo, por mais que exija esforço, fixando os olhos nas folhas em branco e tentando caprichar ao máximo no texto.

Então, desejo que as páginas escritas no ano de 2008 possam registrar os melhores momentos. Para todos: brancos, negros, amarelos e vermelhos; jovens e velhos, como cantou John Lennon. Para toda a humanidade. Para todos os animais. Para o nosso pequeno planeta!
Que elas relatem muitos momentos de Paz, Amor e Prosperidade.
Histórias de aprendizado, de realizações plenas, de finais felizes e surpreendentes.
De reconciliações, resgates, reencontros. Conquistas, emoções e grandes paixões.
Para que, um dia, quando forem lidas, despertem as mais belas sensações de alegria e bem estar.




Happy Christmas (War is over)
John Lennon e Yoko
Vídeo montagem saintbabs

28/12/2007

Os Dois Mundos De Jennie Logan

Há muitos anos atrás, eu vi um filme que me agradou muito e nunca mais esqueci: "Os Dois Mundos de Jennie Logan", no qual a atriz principal era Lindsay Wagner (você deve se lembrar dela no seriado
"A mulher Biônica". Aliás, fonte de inspiração para o nome do meu blog).

A história, em um resumo rápido, era assim:
Jennie e o marido estão em crise, mudam de cidade e
compram uma casa de campo que pertenceu a um pintor. No sótão, ela encontra objetos antigos e, entre eles, um vestido branco rasgado que lhe desperta interesse. Ela costura e veste a peça. E é aí que acontece a mágica: o vestido se torna uma espécie de portal do tempo, pois cada vez que ela o coloca, volta ao final do século, tempo em que o pintor estava vivo.
Entre indas e vindas pelo tempo, muita coisa acontece. Ela descobre que o pintor morreu de forma misteriosa e que carrega uma espécie de maldição. Eles acabam se envolvendo e nasce uma paixão muito forte. No tempo presente, ela tenta contar ao seu marido o que está acontecendo, mas ele acha que é estresse da crise em que vivem. E, por final, chega o momento em que ela precisa decidir se fica no presente, vivendo um casamento falido, ou fica definitivamente no passado, vivendo seu novo amor e tentando alterar os fatos.

Os Dois Mundos de Jennie Logan, produzido em 1979, é um romance com doses de mistério e suspense, uma receita perfeita para o meu gosto pessoal. Em todos estes anos, nunca mais tive oportunidade de revê-lo, até por que eu nem lembrava direito o nome. Pesquisei aqui, na internet, para esta postagem e constatei também que a crítica fala muito bem dele. Portanto, se você ficou querendo saber o final ou de certa forma eu consegui aguçar sua curiosidade, trate de começar a busca nas locadoras. Pois é exatamente o que prentendo fazer.

26/12/2007

Ponteiro - arquivo de datas

Como eu já disse, internet é um universo. Ele está sempre pronto a espera de um bom explorador. E eu aproveito bem esta chance. Gosto de navegar não só por lazer, mas também para tirar minhas dúvidas e aprender. Nas minhas andanças e pesquisas acabo esbarrando em sites que chamam minha atenção. E se não gravo seu endereço na hora, é capaz que nunca mais chegue até ele. De fato, minha "barrinha" de favoritos está sub-dividida em pastas, por que o tamanho dela está cada vez maior. É a única forma de me garantir.
Nesta postagem vou citar um site que recebeu toda a minha atenção e pode ser chamado de enciclopédia de datas. Muito bem elaborado.
Ao abrir a página inicial, você vê a data atual e os acontecimentos do dia. Nascimentos, mortes, fatos importantes. Na barra inferior, você tem opções de busca e informações, com possibilidade de impressão. Uma das páginas disponibiliza frases e pensamentos e seus respectivos criadores e em outra links para outros sites, agrupados por assunto. São mais de 46.000 lançamentos para você explorar. Serve também para pesquisas escolares. Gostei, aprovei e indico. Parabéns aos seus criadores! E o link é este:
www.ponteiro.com.br


24/12/2007

Natal, magia no ar

Eu considero o Natal a data mais familiar de nosso calendário. Uma época do ano que costumo ficar mais sensível. A ceia, a troca de presentes, a vontade de estar junto das pessoas queridas, é um momento de aconchego, de confraternização e solidariedade que faz aflorar sentimentos e emoções. E da mesma forma que o Natal traz muita magia, é preciso cuidar para que não venha acompanhado daquele toque de melancolia, pois desperta saudade e nos faz lembrar de nossa infância e de entes queridos que já se foram.
No meu tempo, a inocência e a
ingenuidade das crianças duravam mais tempo. Eu mesma, acreditei em Papai Noel até meus 10 ou 12 anos. (Parece impossível?) Em casa, seguíamos um ritual. Nada de entrega de presentes no dia 24. O costume era, após a ceia, ir dormir. Papai Noel passava enquanto estávamos na cama. Por isso, na manhã seguinte, eu acordava muito cedo, ansiosa, e corria para a sala para ver o que ele tinha nos deixado. O chão, perto da árvore, estava forrado de pacotes e eu saia correndo para acordar meus irmãos e abrir os presentes. Uma delícia lembrar!

Fiz questão de preservar este hábito com meus filhos que também mergulharam na magia da data. Considero fundamental para a saúde de um adulto ter vivido sua infância ao máximo, com a liberdade de fantasiar, imaginar e sonhar. Criança tem que ser criança.

Meu caçula, Rafa, hoje tem 13 anos. Assim como eu, ele tem prazer em montar a árvore. Todos os anos compramos alguns enfeites novos e juntos colocamos um a um com todo o carinho. Certo Natal decidi que já era tempo de lhe contar que Papai Noel era na verdade eu mesma... (mãe separada é assim...). Falei com cuidado, achando que seria uma decepção, mas ele olhou para mim e respondeu: "mas, mãe, eu já sabia..."
- E porque não me disse nada? - perguntei curiosa.
- Porque eu não queria te deixar chateada...
Que meigo, não é? Eu preocupada com ele e ele, comigo...

O verdadeiro Espírito do Natal, que se perde por conta do comércio agressivo da data, é a comemoração do nascimento de Jesus. Data do Amor Universal. Para mim, representa renascimento, renovação. Momento único para reencontrar quem não se vê há muito tempo, boa ocasião para doar t
udo aquilo que não usamos e que outros tanto precisam. Deixar a energia fluir. Dar para receber.
Época para lembrar dos que carecem e quem sabe, ganhar um presente: ser o Papai Noel de uma criança carente. (Conhece o Projeto Papai Noel dos Correios?)
Natal é isso. O coração transbordando de tanto amor, a alma brilhando feito luzinha e uma vontade enorme de que esta sensação dure a vida toda. É o que desejo de coração a todos:
Que as melhores sensações e os melhores momentos do Natal permaneçam em cada segundo de nossas vidas.



19/12/2007

Árdua tarefa: falar sobre sexo com filhos.

Quando chega a hora de falar sobre sexo com os filhos nem todo mundo encara a tarefa com tranqüilidade. Por mais que nos esforcemos, sempre existe um pouco de constrangimento. Mas os tempos modernos nos obrigam a tomar uma atitude séria e o quanto antes. Estamos cercados de riscos com Aids, doenças venéreas, pedofilia, gravidez precoce (já que a juventude decide transar cada vez mais cedo). Além disso, filmes e novelas acabam antecipando a curiosidade dos pequenos, já que algumas cenas são bem picantes e mergulham fundo neste universo dos desejos do corpo.

Minha mãe sempre foi completamente travada neste assunto. Há de se entender. Ela também não teve nenhuma orientação sobre isso. Tabu completo. A única vez que ela falou sobre isso comigo, eu tinha nove anos. Vimos dois cachorros na rua cruzando e ela fez o seguinte comentário: "com gente também é assim, mas não ficamos grudados..." E acredite, esta foi a única aula de sexo que recebi dela. Portanto, restou-me correr atrás de respostas em livros e revistas e na conversa com amigas.

Como mãe de três filhos, também passei pela árdua tarefa. Mas eu encontrei uma forma mais prática de informá-los. Assim que estavam alfabetizados e na idade correta para iniciar este aprendizado, eu lhes entregava o livro "De Onde Viemos" e os deixava à vontade para ler. Depois que terminavam, ficava à disposição caso quisessem conversar sobre alguma coisa.
Mais
para frente, eu dava outro livro: "O Que Está Acontecendo Comigo" que fala sobre as mudanças físicas da puberdade, como o nascimento dos pelos, mudança na voz, ereção, menstruação, crescimento dos seios e assim vai.

Os dois livros contém ilustrações bonitas, cheias de humor, o texto é muito bem explicado, apropriado para a idade, inteligente, de forma que a criança entende o que está lendo. Vale realmente a pena. Pesquisei na internet e constatei que os livros continuam sendo comercializados normalmente, portanto é fácil de encontrar.
Então, vale a minha dica pessoal para papais e mamães que ainda não cumpriram esta tarefa e que gostaram da idéia.
De Onde Viemos
Autores:Arthur Robins, Paul Walter e Peter Mayle
Editora Nobel

O que está acontecendo Comigo
Autores:Arthur Robins, Paul Walter e Peter Mayle
Editora Nobel

Este assunto me fez lembrar de uma piada, velha por sinal, que ilustra a preocupação dos pais neste assunto. Finalizo minha postagem com ela.

O filho chega para o pai com uma revistinha e uma caneta na mão e pergunta:
- Pai, o que é sexo?
O pai, meio sem jeito, mas conformado que chegou a hora da verdade, puxa seu filho para o sofá e senta. Começa cuidadosamente com abelhinhas, passa pelos cachorrinhos, desloca para órgão genitais, gostar de alguém, blá, blá, blá e, finalmente, conta tim-tim por tim-tim sobre o ato sexual, gravidez e nascimento de bebês. Depois que acaba, suspira e pergunta:
- E então, filho, entendeu?
E o filho, meio confuso com tanta informação, responde:
- Isso aí eu entendi, pai! Mas... ainda não sei o que escrever nesta ficha de inscrição onde diz "sexo"...

17/12/2007

Topo Gigio, pequenino e encantador!

Em 1969, um ratinho muito engraçado e meiguinho surgiu na TV e encantou as crianças da minha geração: Topo Gigio. O programa surgiu na Itália, e foi apresentado em vários países. Era levemente educativo e cheio de doçura. Digo levemente educativo, porque as crianças aprendiam regras básicas de boa conduta que eram inseridas de forma sutil (como escovar os dentes). Aqui no Brasil, na primeira apresentação do programa, Agildo Ribeiro e o pequeno ratinho interagiam sobre vários assuntos.
Gigio tinha um sotaque italiano, cantava, dançava e fazia gracinhas. Quando estava com medo, tremia. Quando tinha soninho, bocejava. Quanto tinha vergonha, abaixava a cabeça e se contorcia tal qual uma criança sem jeito. Aparecia vestido com roupas variadas, conforme o assunto do programa. Um encanto mesmo! E no final, era a hora de Gigio escovar os dentes, fazer sua oração e ir "pra caminha", como ele mesmo falava.
O sucesso foi tanto, que lançaram um bonequinho (eu tinha um) e LP com músicas cantadas por ele.


Fico analisando os programas daquela época e os que são exibidos atualmente. A diferença está no ar de inocência, a ingenuidade total e ausência de malícia. Não se parece nada com o que vemos nos seriados atuais. E com toda esta simplicidade, Gigio captou fãs de todas as idades. Era impossível
não se apaixonar.

Registro, então, a saudade que ele deixou e uma lembrança gostosa com cheiro de infância. Tenho certeza que se Gigio decidir voltar ao Brasil para nos visitar, a criançada de hoje vai curtir muito. Este pequeno personagem é tão cativante que não importa quanto tempo passar, nem quantas mudanças vão ocorrer no mundo! Ninguém consegue resistir ao seu encanto!

O único vídeo que encontrei em português foi exibido na década de 80, e o ator que contracenava com Gigio era Ricardo Petraglia. Foi a oportunidade que meus filhos mais velhos tiveram de conhecer este pequeno astro.
Dá uma olhadinha e me diz: não dá vontade de ver mais e mais ?

15/12/2007

Nossos amigos peludos

Em casa sempre tivemos bichinhos de estimação. Nesta foto eu estava com a Ducka, uma poodle que tinha praticamente a minha idade. Ela cresceu comigo e morreu aos 16 anos. E, durante minha infância, ainda tive pintinhos, hamsters, papagaio, piriquito, porquinho da índia, tartaruga, coelho... É, você já percebeu como gosto dos bichinhos e como eles sempre fizeram parte do meu cotidiano. E este carinho pelos bichos seguiu em frente, pois meus irmãos, meus filhos e sobrinhos também têm animais de estimação em suas casas. Principalmente cães.

Na década de 80, eu tinha uma cachorrinha vira lata, mistura com poodle. Era a pequena e inteligente Kuky. Nesta época meus filhos mais velhos estavam na faixa dos oito anos. Aconteceu um fato muito engraçado e até hoje, quando eu conto, dou muita risada.
Morávamos em um sobrado e Kuky não tinha permissão para transitar nos quartos. O máximo que ela fazia era sentar no último degrau da escada e ficar aguardando alguém descer para ter companhia.
Certa manhã, meu (ex) marido desceu para passar café. Eu acordei, de sobressalto, com um grito assustador. E quando digo assustador, é pra valer! Grito de filme de terror! Corri para o quarto das crianças para ver o que havia acontecido e, no corredor, quase fui atropelada pela Kuky, que desceu as escadas em alta velocidade. Pobrezinha, até derrapou ao desviar de meu ex, que também subia apressado para saber o que ocasionara tal grito.
Volte o filme, vamos saber o que aconteceu:
Kuky se aproveitou do silêncio da manhã para dar uma olhadinha no andar de cima, mesmo sabendo qu
e corria o risco de levar uma bronca. Entrou devagarinho no quarto das crianças, sem fazer barulho para não chamar a atenção, e começou a xeretar. Meu filho, Fê, que já estava meio acordado, viu um vulto se mexendo no chão, mas não conseguiu identificar o que era. A sombra se aproximou vagarosamente da cama, mas desapareceu. Fê, apavorado, foi se encostando na parede, com medo da assombração.
De repente, Kuky surgiu do nada, ficou de pé colocando as patas dianteiras na cama de meu filho, ficando cara a cara com ele. O susto foi recíproco. Ele soltou um grito e ela, pega de surpresa, saiu correndo escadas abaixo. Sem dúvida, esta cena merecia ser filmada...

E veja só a nossa atual família canina: eu e Rafa temos uma poodle chamada Sandy, minha filha Ani tem dois:Duna e Paco (que você pode ver na foto ao lado) e meu filho Fê tem outros dois: Jade e Tuty.
Tudo porque é muito gratificante ter animais de estimação. Eles são fiéis, carinhosos, sensíveis. Entendem quando estamos tristes ou chateados. Nos fazem companhia, diminuem nosso estresse. Aliás, vários estudos comprovaram os benefícios de se ter um bichinho em casa. Eles também interagem em tratamentos de reabilitação de diversas categorias. (Você sabia que cães Pitbull são utilizados em terapia para portadores de paralisia cerebral? ... Isto já é assunto para outra postagem).

Mas tenho uma observação muito importante: ter um bichinho em casa representa responsabilidade e é fundamental ter o compromisso de cuidar bem. Nada de maus tratos e muito menos de abandonar o coitado na rua quando as coisas ficarem difíceis. Não
podemos esquecer que são seres vivos e merecem nosso respeito.

11/12/2007

Palem català !

Falando um pouco das minhas origens, sou brasileira, mas meu sangue é totalmente espanhol. A pequena família que tenho no Brasil é resultado da coragem que meus avós paternos tiveram ao tentar uma nova vida na América do Sul. E assim, por trazerem também meu pai, filho único, sua esposa e um filho de nove meses (meu irmão mais velho), começaram uma nova ramificação brasileira da nossa árvore genealógica.
Eu preciso ser mais exata quando falo das minhas raízes. Na verdade, sou descendente de catalães (povo da região da Catalunha). Tenho familiares que moram em Barcelona e arredores. Por este motivo, desde pequena, aprendi a falar duas línguas: o português e o catalão. E até hoje, é nesta língua que me comunico com meus pais e irmãos. É automático e até nos sentimos estranhos falando português... Claro que não falamos aquele calatão "puro", pois a tendência é mesclar as duas línguas. Mas o resultado de um modo geral é bom.
Infelizmente não conseguimos passar esta tradição aos nossos filhos, já que eu e meus irmãos casamos com brasileiros. Mas, na casa de minha mãe, todos da nova geração se acostumaram a ouvir uma segunda língua, que tem uma sonoridade bem diferente, diga-se de passagem.
Os catalães se orgulham de ser o que são e fazem questão de se sentir como um povo totalmente independente. E eles têm razão. Sua história data da idade média, eles têm cultura, símbolos e uma língua com gramática consistente. Portanto, ainda terei muito do que falar sobre eles, sobre suas tradições, sobre a linda cidade de Barcelona, onde estive três vezes.
Agraiexo de tot cor el interes. Tornaré quansevol dia per parla dels catalans! (Agradeço de todo coração o interesse. Voltarei qualquer dia para falar dos catalães!)


01/12/2007

Eu senti e Caetano cantou

Você já reparou como algumas músicas têm o poder de nos remeter a determinadas lembranças de nossas vidas? Basta escutar "aquela" melodia para viajar no tempo e ver novamente um lugar, um momento, uma pessoa, um amor...
Poderíamos resumir as linhas de nossas vidas em uma seqüência de melodias. Começando pela música de ninar que nossas mães cantavam. Depois, as cantigas de roda da infância. A melodia do primeiro beijo, a serenata do primeiro amor... e assim vai.
A música desperta imagens, sensações, sentimentos. As vezes, não muito agradáveis, mas vamos concordar, a vida também é feita de momentos difíceis.

Hoje eu escuto o Caetano cantar "Sozinho" com muito prazer. Mas há alguns anos, já significou minha dor. É uma linda melodia. A letra traduz o desamor, o comportamento ausente e distante de um dos parceiros em uma relação. Absolutamente tudo que eu senti no final do meu segundo casamento.
Perfeita, como se Peninha tivesse adivinhado o que eu queria falar. E aposto que muitas outras pessoas se identificam com ela. Curioso, não é? Mas os bons compositores são poetas que entendem bem do sofrimento e dos sentimentos humanos. E na interpretação de Caetano, vai fundo...


Vale para apreciar e cantar junto ! E se quiser ver a letra de outra música: letras.terra.com.br

Sozinho - Caetano Veloso
Composição: Peninha

Às vezes, no silêncio da noite

Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
O antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus segredos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?