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10/06/2009

Bobby McFerrin - brincando com vozes

O som está ligado. Escuto uma das minhas músicas preferidas. Aproveito para viajar no pensamento... Sem dúvida, a vida não seria a mesma coisa sem a música. Como seria assistir a um filme sem o fundo musical? Do suspense ao tema doce e romântico para completar a cena do beijo. Fundamental.
A música é uma terapia. Valorizo tanto e fico feliz que tenha voltado a ser matéria obrigatória nas escolas. Uma criança aprende informações importantes como ritmo, disciplina, harmonia, o trabalho em grupo, matemática (sim, os tempos das notas), coordenação motora, além de ser extremamente agradável tocar um instrumento.
Música é uma forma de comunicação. Uma língua universal. E todos nós já nascemos com um instrumento musical: a voz. (Como diz o ditado, quem canta seus males espanta.)
Quando se escuta uma música, entende-se o som produzido como um todo. Mas por trás da melodia, há um conjunto de instrumentos variados que tocam notas diferentes. Um bom exercício para o cérebro, e uma brincadeira que gosto de fazer as vezes, é tentar escutar um instrumento de cada vez. Prestar atenção, por exemplo, só no piano. Ou escutar separadamente a guitarra, a bateria. Tente. É surpreendente com deixamos escapar detalhes porque escutamos de um forma geral.

Pensando neste tópico e para ilustrar meu exercício musical, vou citar o trabalho de Bobby McFerrin. Seu instrumento é a voz. Se você não sabe de quem estou falando, com certeza já escutou uma de suas músicas: "Don´t Worry, Be Happy" que lhe rendeu o Grammy. O que há de criativo nesta música (e que poucas pessoas sabem), é que o som que escutamos não é de nenhum instrumento. É o resultado de um conjunto de sete vozes, com acordes e acompanhamentos diferentes.
Se você entrar no site oficial de Bobby, encontrará um link "sing and play with Bobby". Há duas músicas disponíveis. Escolha esta: Don´t Worry, Be Happy.
Aguarde o carregamento da página. Depois você poderá interagir e brincar, arrastando as caixas coloridas para os campos em branco à direita. Para excluir o som, arraste as notas para dentro da caixa à esquerda.
Divertido, instrutivo e ilustra perfeitamente o que é compor uma música, passo a passo, utilizando harmonia, ritmo e criatividade. A união de sons em uma mesma afinação formam uma melodia e seu acompanhamento. Muito simples na verdade, mas de uma sonoridade magnífica. Divirta-se!



14/05/2009

Hocus Pocus só com Focus!

Quando o assunto é música, posso dizer que aprendi muito com meus irmãos. O motivo é que, quando eu estava com 12 anos, eles já eram adolescentes e tinham um gosto musical formado. Foi assim que meus ouvidos se acostumaram com o som produzido por bandas que marcaram toda uma geração. The Beatles, Pink Floyd, Yes, Deep Purple, The Who, Queen, Dire Straits, Led Zeppelin e por aí vai.
Com o tempo eu acabei acompanhando algumas por preferência e outras ficaram meio esquecidas. Mas o poder de fixação que as melodias têm na nossa cabeça é surpreendente. Muito anos depois, mesmo sem saber ligar a melodia ao nome da banda, eu continuava lembrando de refrões e trechos musicais sem poder definir exatamente sua origem.

Mais recentemente, comecei a explorar o You Tube (que diga-se de passagem, é uma verdadeira enciclopédia de vídeos). Como por hobby, iniciei uma pesquisa direcionada às músicas e bandas por volta da década de 70. Não foi nada fácil, mas resgatei verdadeiras preciosidades e aproveitei para conhecer mais sobre elas.
Uma música, que se manteve viva na minha memória, em apenas um refrão sem letra, em uma escala decrescente de notas musicais. Precisei apelar para o conhecimento do meu irmão, para finalmente, encontrar este vídeo.

A banda, de origem holandesa, se chama Focus e a música, Hocus Pocus. Uma banda de rock progressivo que utilizava referência à música erudita. Repare que a seqüência melódica não tem letra e é bem repetitiva. Mas Thijs van Leer dá um show em seus agudos, nos assobios e na troca de instrumentos musicais. Thijs estudou flauta, piano, orquestração e órgão. Não é pouca coisa não!
Quando mostrei ao meu filho caçula, ele adorou! Os anos passam, mas música não tem idade.
A banda Focus continua se apresentando. Claro que seus integrantes estão com alguns quilinhos a mais e uns fios de cabelo a menos, porque ninguém escapa dos efeitos do tempo, mas quem se importa com isso?

Se tiver interesse em escutar a música original, siga este link: (em FOCUS Free MP3 Download): www.progarchives.com.
Focus Oficial Site: www.focustheband.com

Assista ao vídeo. Se já conhecia, relembre. Se é novidade, conheça! Acho que de imediato você vai rir. Depois, se puder, tente cantarolar junto. (Mas, por favor, não me chame pra ouvir...)

21/03/2009

"Que será, será !"

Apesar de ter nascido em 1960, durante muitos anos convivi e viajei através dos filmes produzidos na década de 50. Um mundo paralelo encantador, no qual sempre mergulhei de cabeça. (Aliás, filmes e artistas me fascinam até hoje).

Meu pai me enviou hoje uma apresentação de Power Point, delícia de imagens e informações sobre cinema e músicas. Mas mal sabe ele que o que mais me comoveu foi lembrar de sua própria mãe, minha querida avó Lola, cantarolando a música "Que será, será", (aqui apresentada pela atriz Doris Day).



Nós catávamos uma versão em português. Aqui está a letra em inglês e uma mistura de tradução com alguns trechos da versão que eu me lembro:

When I was just a little girl,
(quando eu era menininha)
I asked my mother what will I be?
(perguntei a minha mãe o que eu seria)
Will I be pretty?
(eu serei bonita?)
Will I be rich?
(Serei rica?)
Here's what she said to me:
(E ela me disse assim:)

(Refrão:)

Que será será,
(que será, será)
what ever will be, will be;
(aquilo de for, será)
The futures not ours to see.
(o futuro não se vê)
Que será, será,
What will be, will be

When I was just a child in school
(quando eu era uma criança na escola)
I asked my teacher what should I try
(perguntei ao meu professor o que deveria tentar)
Should I paint pictures
(deveria pintar quadros?)
Should I sing songs
(deveria cantar músicas?)
This was her wise reply
(esta foi sua resposta sensata:)

(Refrão)

When I grew up and fell in love,
(quando cresci me apaixonei)
I asked my sweetheart, what lies ahead,
(perguntei ao meu amor, o que virá depois)
will we have rainbows
(haverá arco-íris)
day after day?
(dia após dia?)
Guess what my sweetheart said:
(e o meu amor me disse:)

(Refrão)

Now I have children of my own
(agora eu tenho meus filhos)
they ask their mother what will I be
(eles perguntam a própria mãe o que vão ser?)
will I be handsome?
(vou ser bonito?)
will i be rich?
(vou ser rico?)
I tell them tenderly
(digo-lhes carinhosamente assim:)

Que será será,
(que será, será)
what ever will be, will be;
(aquilo que for, será)
The futures not ours to see.
(o futuro não se vê)
Que será, será,
What will be, will be

Eu era pequenina, como a própria música diz. E, como todo mundo, fiz as mesmas perguntas. Hoje tenho meus próprios filhos... e filhos dos meus filhos. Parece que a música virou verdade!
O tempo passa, ficam lembranças e surgem novas perguntas... É a lei da vida. Mas minha avó me ensinou a cantar a mais pura das verdades:
Que será, será,
aquilo que for, será!
O futuro não se vê...
que será, será!


Outras postagens em alma biônica:
Tom Jones - cantor preferido da minha avó

Tyrone Power

Atores diversos



11/07/2008

Agora sim! Música nas escolas!



Estou muito feliz com a aprovação do projeto de lei proposto pela Senadora Roseana Sarney que torna a música matéria obrigatória nas escolas. Sem dúvida, todas as nossas crianças sairão ganhando com esta decisão.

Eu me sinto orgulhosa por ter citado esta necessidade em uma das postagens. Afinal, não se pode negar os inúmeros benefícios que a música traz.


Que bom que ainda encontramos pessoas atentas a pequenos detalhes que podem fazem uma grande diferença!

05/01/2008

Musicoterapia para todos!

Meu envolvimento com a música começou de forma mais interativa aos cinco anos, quando iniciei minhas aulas de violão (música popular). Sempre tive ouvido bom, de forma que afinação nunca foi problema.
No encerramento de final do ano, todos os alunos tinham que se apresentar. E eu fui escalada para tocar e cantar sozinha. Imagine só, lá na frente de todos os outros papais e mamães! E olhe só, além do medo, acabei enfrentando uma situação de saia justa. Quando chegou minha vez, sentei na cadeira do mini palco, preparei meus dedinhos sobre as cordas e arrisquei os primeiros acordes. Mas que horror!! O violão estava desafinado. Muito mesmo. Aquilo era um insulto para minha única apresentação. Eu me lembro que interrompi, instantaneamente, e falei: "está desafinado..." Você pode imaginar que situação... Não foi fácil. Claro que fiquei com vergonha. Mas o incômodo de suportar aquelas notas "tortas" era maior que tudo. Alguém prontamente pegou o instrumento, afinou direitinho e me devolveu para que eu pudesse prosseguir. Desta vez, orgulhosa com o resultado.
E, no decorrer da minha vida, tive também aulas de violão clássico e de órgão eletrônico. Hoje tenho um teclado, um amigo do peito, que fica à minha espera sem cobranças. Já não dedilho com muita freqüência e estou perdendo a prática. Mas jamais, em nenhuma hipótese, eu me desfaço dele.
Sem saber, toda a minha vida eu fiz bom proveito da musicoterapia. E a maioria das pessoas o faz de forma inconsciente. Seja escutando, seja tocando um instrumento, seja dançando ou cantando. A música é definitivamente uma energia benéfica ao nosso cérebro e à nossa alma.

Queria ilustrar esta postagem com um vídeo sobre órgão eletrônico, que considero um instrumento completo com o resultado de uma orquestra inteira. Para quem toca, é o instrumento que mais exige do cérebro. Repare nas mãos: esquerda serve para os acordes e acompanhamento, direita, para melodia. Muitas vezes, sobem rapidamente para os botões para modificar os sons, alternar instrumentos, criar novos efeitos. Os pés tocam o baixo. Alguns órgãos, como este, têm uma pedaleira de duas escalas e as vezes é necessário usar ponta e calcanhar para atingir as notas. Resumindo, significa tocar com os dois pés e as duas mãos ao mesmo tempo, mantendo o ritmo e ainda usar de muita criatividade. Fiquei muito feliz em encontrar os vídeos de Cristiano. Ele toca com muita segurança, como se o teclado fosse parte de seu próprio corpo. Ele me contou que toca há mais de vinte anos! Tenho certeza que, assim como eu, Cristiano tem um amigo do peito insubstituível. Veja e admire! Quem sabe você se anima a aprender?

Vídeo de cristianoelectone